Coacção na <i>Brisa</i>
Trabalhadores da Brisa, particularmente portageiros, estão a ser coagidos para rescindirem os contratos ou aceitarem transferências para localidades que, em muitos casos, ficam a centenas de quilómetros da sua residência – acusou segunda-feira o CESP/CGTP-IN, numa conferência de imprensa após uma concentração, no centro operacional de Vendas Novas. Em solidariedade, esteve presente uma delegação do PCP, que incluiu os deputados Bruno Dias e João Oliveira.
O sindicato chamou a atenção para os graves efeitos da substituição de portageiros por máquinas automáticas, que visa liquidar 1300 empregos. «O Estado, dono das autoestradas, está a aceitar tudo isto», enquanto a Brisa aumenta os lucros, protestou Manuel Guerreiro, dirigente do CESP e da CGTP-IN. Citado pela agência Lusa, assegurou que a empresa vai lucrar este ano mais de 700 milhões de euros. Também os utentes saem prejudicados, salientou.